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quarta-feira, 7 de março de 2012

O POÇO

Nasrudin caminhava em direção à sua casa, quando encontrou um amigo.
- Você me faz um favor, perguntou o Mullá?
- Caro, pode pedir.
- Um homem caiu em um poço logo alí. Estou indo buscar uma corda para salvá-lo. Por favor vá até lá e diga a ele para não ir embora até eu chegar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ISTO POR AQUILO

Nasrudin entrou numa loja para comprar uma calça. Depois se interessou por um manto que custava o mesmo que a calça. Pegou o manto e saiu. O vendedor correu atrás do Mullá:
- Você não pagou o manto.
- Eu troquei pela calça que tem o mesmo preço.
- Mas você também não pagou a calça.
- E por que eu deveria pagar por uma coisa que não vou levar?

NÃO É TÃO FÁCIL QUANTO PARECE

Quando Nasrudin era juiz, uma viúva foi ao Tribunal pedir ajuda:

- Sou muito pobre e meu filho come muito açúcar. Não tenho dinheiro para arcar com essa despesa. Será que este Tribunal poderia proibí-lo de comer açúcar em grande quantidade?

Nasrudin pediu à viúva que voltasse na semana seguinte. No dia marcado, a mulher pediu nova audiência.

- Desculpe, senhora, mas seu caso é muito complicado. Volte na próxima semana.

A viúva voltou sete dias depois, mas novamente, Nasrudin adiou a solução do caso. O mesmo aconteceu nas duas semanas seguintes até que, finalmente, o Mullá resolveu dar a sentença.

O jovem se apresentou ao tribunal e Nasrudim lhe disse:

- Garoto, você está proibido de comer mais de 15g de açúcar por dia.

A viúva agardeceu ao Mullá e pediu permissão para fazer-lhe uma pergunta. Nasrudin concordou:

- Excelência, que razões o levaram a não decretar a poibição logo na primeira audiência?

- Bem, respondeu o Mullá, antes de proibir, eu mesmo tinah que largar o hábito. E não podia imaginar que fosse demorar tanto.  

terça-feira, 19 de julho de 2011

DE CABEÇA PARA BAIXO

Um dia perguntaram ao Mullá.
- Nasrudin, quando você morrer, de que jeito quer ser enterrado?
- De cabeça para baixo, respondeu.
E logo explicou:
- Se, como acerditam as pessoas, o jeito de estar neste mundo é sobre os pés, no próximo eu quero ficar de cabeça para baixo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O PESO DA CULPA

Um dia, a casa de Nasrudin foi assaltada enquanto ele e a mulher estavam fora. Os ladrões levaram tudo.
- A culpa é sua,  disse a mulher.
Os vizinhos, que chegaram logo depois, também acusaram Nasrudin.
- Você não trancou as janelas, dissse um.
- As trancas estavam com defeito e você não as substituiu, disse outro.
- Um momento, gritou o Mullá. Eu não sou o único culpado, sou? Que acham de culparem os ladrões?

terça-feira, 17 de maio de 2011

LEVAREI EU MESMO

Nasrudin foi ao mercado e comprou um grande saco de batatas. Pôs o saco no ombro e montou em seu burro a caminho de casa. Pelo caminho, alguns amigos disseram:
- Hodja, deve ser muito dificil pra você carregar o saco de batatas comuma mão e conduzir o burro com a outra, por quenão pendurao saco no burro?
- O burro já tem bastante peso porque está me carregando.  Eu mesmo levo o saco de batatas. 

sábado, 30 de abril de 2011

CRÉDITO

Certa vez, um homem pediu dinheiro emprestado a Nasrudin. E o Mullá repsondeu. 
- Dinheiro eu não tenho, mas posso te dar crédito. Quanto você quer? 

sábado, 23 de abril de 2011

O perigo é igual para todos

Certa vez, uma mãe foi até a escola de Nasrudin e peidu ajuda:
- Meu filho é muito mal educado e eu gostaria que o senhor lhe desse um susto, disse a mulher.
O Mullá assumiu uma expressão ameaçadora e lançou um olhar flamejante sobre o garoto. Depois deu vários pulos e, sem nenhuma razão aparente, saiu correndo.
Ao mesmo tempo, a mulher desmaiou.
Depois que voltou a si, e que Nasrudin retornou, ela lhe disse:
- Eu pedi para assustar o garoto, não a mim.
E o Mullá prontamente respondeu:
Minha senhora, o perigo ameaça a todos igualmente. Viu como eu mesmo me assustei comigo?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O ATALHO

Nasrudin voltava para casa, em uma manhã maravilhosa, quando decidiu pegar um atalho pelo mato. No caminho, pensou:
- Por que deveria arrastar-se por uma estrada poeirenta , quando podia estarem comunhão com a natureza, olhando pássaros e flores?
E concluiu que aquele era um dia verdadeiramente especial, um dia para se buscar fortuna. Mas não foi muito longe e caiu em um buraco. E ali prosseguiu em sua reflexão :
- Afinal de contas, não é lá um dia assim tão afortunado. Mas foi melhor ter vindo por esse atalho. Se coisas assim podem acontecer em um cenário tão bonito, o que não teria me acontecido se eu tivesse seguido por aquela estrada imunda?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um anjo vai me salvar

* História enviada por Eduardo Borges
 
Nasrudin sonhou com o anjo Gabriel que lhe disse:
 
- Amanhã vai haver um dilúvio, sua aldeia será inundada, mas você será salvo por um anjo.

No dia seguinte uma forte chuva inundou as ruas da aldeia, um barqueiro passou pela casa de Nasrudin e lhe disse:
 
- Nasrudin suba no barco que te levarei para um lugar seguro.
- Não, respondeu Nasrudin, em um sonho Gabriel disse que eu seria salvo por um anjo ! O barqueiro foi embora.
Depois de algumas horas de forte chuva a enchente fez Nasrudin subir para o andar de cima da casa, o barqueiro passou novamente e disse:
 
- Nasrudin venha comigo esta chuva não vai parar tão cedo. Nasrudin respondeu:
 
- Não ! Já lhe disse que serei salvo por um anjo ! Mais uma vez o barqueiro foi embora.
Pouco tempo depois Nasrudin estava trepado no telhado da casa mas o barqueiro passou novamente, desta vez suplicando:
 
- Nasrudin, por favor, suba no barco eu não poderei passar aqui novamente é sua última chance ! Mas Nasrudin, irredutível, berrou com o barqueiro:
 
- Seu demônio ! Vá embora, já lhe disse que eu serei salvo por um anjo ! O barqueiro se foi.

A água subiu mais e Nasrudin morreu afogado. Quando chegou no céu encontrou o anjo Gabriel no portão de entrada, Nasrudin, indignado, foi logo questionando:
 
- Você me disse no sonho que eu seria salvo por um anjo, fiquei esperando e nada ! Veja só o que me aconteceu !

Pois é, respondeu Gabriel, eu mandei, por três vezes, ele te pegar de barco você não subiu por que não quis !
 

quinta-feira, 31 de março de 2011

O momento de começar a se preocupar

Certa vez, Nasrudin perdeu o burro e todos à sua volta ajudaram a procurar, até que alguém disse:

- Mullá, você não parece nem um pouco preocupado. Será que não se dá conta de que seu burro poderá nunca mais ser encontrado?

E Nasrudin respondeu:
- Está vendo aquele morrro mais ao longe? Se não acharem por lá, eu vou começar a ficar preocupado. 

terça-feira, 22 de março de 2011

HISTÓRIA DA QUINTA QUE VEM

O motivo da antecipação está relatado na postagem anterior. Vá até lá e aproveite pra ler a história da quinta passada.

TÍTULO: PERCEBE O QUE QUERO DIZER?

Certo dia, Nasrudin estava espalhando migalhas em volta de sua casa, quando alguém alguém lhe perguntou:
- O que está fazendo, Mullá?
- Estou afuguentando tigres.
- Mas por aqui não há tigres!
- Ta vendo como funciona?

História da quinta passada

Como é comum entre os homens, na quinta passada Nasrudin esqueceu de me trazer a história. Mas hoje ele trouxe duas pra compensar.

Título: QUAL DEVERIA SER A APARÊNCIA DE UM PÁSSARO

Nasrudin encontrou um falcão, exausto, no parapeito da janela. Vomo nunca havia visto antes um falcão, pensou:
- Pobrezinho, como foi acabar desse jeito?
E começou a cuidar do falcão. Aparou as unhas, cortou o bico e desbastou a plumagem.
- Agora você está mais parecido com um pássaro, disse o Mullá. 

terça-feira, 15 de março de 2011

O IRMÃO DE NASRUDIN

Certa vez, um viajante disse a Nasrudin:
- Dizem que algo terrivel acontecerá a quem falar mal de certos dervixes.
- Isso é besteira, disse o Mullá, tirando um pequeno sapo de dentro de uma ciaxa de fósforos que guardava no bolso.
- Este é  meu irmão. Ele não parece mais o emsmo desde que criticou um dervixe, mas goza de perfeita saúde e precisa comer muito menos. Além disso, dizem que os sapos vivem cem anos. Então acredito que agora ele está melhor do que antes.

sábado, 5 de março de 2011

UMA COISA POR OUTRA

Nasrudin foi a uma loja e pediu uma calça. depois mudoude idéia e pediu uma túnica que custava o emsmo preço. Colou a túmica embaixo do braço e saiu da loja sem pagar.
O vendedor, claro, reclarou.
E o Mullá respondeu:
- Eu deixei a calça que custa menos que a túnica.
- Mas você também não pagou a calça!, argumentou o vendedor.
E olhem a resposta de Nasrudin:
- E por que eu deveria pagar por algo que não quis comprar?

terça-feira, 1 de março de 2011

CONCURSO DE IMAGENS DO NASRUDIN

ATENÇÃO!

Está lançado o concurso de imagens do Nasrudin.



REGRAS:

1 - VALE QUASE TUDO: desenho, escultura de qualquer tipo, pintura, fotografia, gravura, arte eletrônica, bonecos, brinquedos, roupas, sapatos, chapéus. Qualquer coisa para a qual se possa olhar e que tenha a imagem do Nasrudin. As esculturas e outros tipos de arte tridimensional como bonecos e brinquedos, roupas, sapatos, chapéus, devem ser fotografados e as fotos enviadas por e-mail.

2- O ENVIO DAS IMAGENS: o endereço para envio é humor.nasrudin@gmail.com

4- IDENTIFICAÇÃO e DIREITOS AUTORAIS: só serão aceitos os  trabalhos identificados com o nome completo e endereço físico do autor. Ao enviar seu trabalho, o autor está automaticamente se declarando proprietário da imagem e cedendo o direito de publicação ao Blog do Nasrudin para fins do concurso.

4- PUBLICAÇÃO: as imagens serão publicadas em "posts" separados, contendo nome do autor. O endereço físico não será publicado, nem usado comercialmente, nem fornecido a quem quer que seja. Esta exigência visa apenas a segurança do blog contra o envio de imagens de terceiros.

5- O JULGAMENTO SERÁ FEITO PELO PÚBLICO: o trabalho que receber maior número de comentários aqui no blog será o vencedor. Portanto, divulguem seus trabalhos. ATENÇÃO! os comentários serão moderados. Como se trata de um concurso, só publicaremos comentários positivos. Obviamente, não aceitaremos comentários do próprio autor.

6- PRAZO PARA ENVIO DOS TRABALHOS: receberemos os trabalhos a partir de hoje até o dia 1º de julho (ADIADO PARA 1º DE DEZEMBROJUNHO DE 2012). Quem enviar logo, terá mais tempo para receber comentários.

7 - NÚMERO DE TRABALHOS PERMITIDOS: os participantes podem enviar quantos trabalhos quiserem.

8 - PREMIAÇÃO: o vencedor receberá um boneco do Nasrudin em tamanho natural.

9 - PREMIAÇÕES ADICIONAIS: prêmios adicionais para categorias específicas como humor e originalidade poderão ser instituidos durante o concurso, caso autores de bonecos ou outros artistas façam doações.  Os vencedores dos prêmios adicionais (caso haja) serão escolhidos por uma comissão formada por M. Gushah (eu mesmo), o doador do prêmio e o artista plástico número 1 do nosso blog, Naqsh.

 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PÉ QUEIMADO

Um analfabeto pediu a Nasrudin que lhe escrevesse uma carta.
- Não posso, dise o Mullá, porque queimei meu pé.
- Mas o que isso tem a ver com escrever uma carta?
- Como ninguém entende minha letra, tenho que ir junto pra poder explicar a carta a quem recebeu. Com o pé machucado, não posso viajar. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A ESCOLA

Carta vez, um aluno de Nasrudin lhe perguntou:
- Mullá, qual foi a maior empresa? a do homem que conquistou um império, a daquele que poderia tê-lo feito, mas não o fez, ou a do que evitou que algum outro o fizesse? 
E Nasrudin respondeu:
- Nada sei a respeito disso, mas conheço bem uma tarefa que é mais difícil que qualquer uma dessas.
- Qual é?
- Tentar ensinar-lhes a ver as coisas como elas realmente são.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Grisalho e branco

Certa vez, quando ainda era criança, Nasrudin perguntou ao pai:
- Por que seus cabelos são grisalhos?
E o pai respondeu:
- São os filhos que, ao fazerem perguntas impossíveis de responder, deixam os pais com cabelos brancos.
- Entendo, disse o Mullá. Então é por isso que os cabelos do vovê são brancos feito neve?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

INDICAÇÃO PRECISA

Nasrudin comia um frango que havia carregado em sua bolsa, quando um homem passou por ele e disse:
- Mullá, me dê um pedaço desse frango.
E Nasrudin respondeu:
- Sinto muito, mas não posso. Me deram esse frango e me disseram: come-o. Nada disseram sobre dar um pedaço a outra pessoa.