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terça-feira, 17 de maio de 2011

LEVAREI EU MESMO

Nasrudin foi ao mercado e comprou um grande saco de batatas. Pôs o saco no ombro e montou em seu burro a caminho de casa. Pelo caminho, alguns amigos disseram:
- Hodja, deve ser muito dificil pra você carregar o saco de batatas comuma mão e conduzir o burro com a outra, por quenão pendurao saco no burro?
- O burro já tem bastante peso porque está me carregando.  Eu mesmo levo o saco de batatas. 

quinta-feira, 31 de março de 2011

O momento de começar a se preocupar

Certa vez, Nasrudin perdeu o burro e todos à sua volta ajudaram a procurar, até que alguém disse:

- Mullá, você não parece nem um pouco preocupado. Será que não se dá conta de que seu burro poderá nunca mais ser encontrado?

E Nasrudin respondeu:
- Está vendo aquele morrro mais ao longe? Se não acharem por lá, eu vou começar a ficar preocupado. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CAMINHANDO NO MESMO LUGAR

Imagem reproduzida do blog: Paladar de Palavra
Nasrudin voltava do povoado com seu burro, quando lembrou que precisava fazer uma diligência em uma granja perto dali.  Então virou-se para o burro e disse:
- Você conhece o caminho. Volte para casa sozinho.
Depois da diligência, o Mullá caminhou de volta pra casa e no caminho encontrou o burro parado. Controlando a cólera, disse secamente:
- Que espécie estranha de aminal você é! Passou o dia todo caminhando no mesmo lugar.  

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ERROU NA ATERRISSAGEM

Um dia, Nasrudin estava andando com seu burro por um penhasco, quando o animal escorregou e se despedaçou lá embaixo.
O Mullá olhou para o corpo do burro e pensou:
Parece que ele aprendeu a voar, mas não sabia aterrissar muito bem.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

QUAL É A EVIDÊNCIA REAL?

* História enviada por Fabiano Siqueira

Um vizinho procurou Nasrudin.
- Mullá, me empresta seu burro?
- Lamento, disse o Mullá, já está emprestado.
Assim que Nasrudin acabou de falar, o burro zurrou. O som vinha do estábulo.
- Mas Mullá, posso ouvir o burro bem ali!
Nasrudin, fechando a porta na cara do sujeito, falou com toda altivez:
- Um homem que prefere acreditar na palavra de um burro, não merece que lhe seja emprestada coisa alguma.

WHAT IS THE EVIDENCE FOR REAL?
* Story posted by Fabian Smith

A neighbor asked Nasrudin.
- Mulla, lend me your ass?
- Sorry, Mulla said, is already borrowed.
Once Nasrudin had finished speaking, the donkey brayed. The sound came from the barn.
- But Mulla, I can hear the ass right there!
Nasrudin, closing the door on the subject, talked with all haughty:
- A man who prefers to believe the word of a donkey, don't deserve to be lent anything.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

De costas

* História contada a pedido de Luana

Nasrudin foi procurado por alguns estudantes que queriam ouvir seus conselhos, e todos seguiram até o salão de conferências onde o Mullá faria sua palestra. O detalhe é que ele montou no burro virado pra trás. No caminho, as pessoas arregalavam os olhos, achando aquilo muito estranho. Os estudantes, então, resolveram perguntar a Nasrudin:
- Mullá, por que você está sentado de frente para a cauda do burro?
- Porque este é o único jeito. Se vocês andassem minha frente, estariam de costas pra mim,
se eu tomasse a dianteira, seria desrespeitoso com vocês. Então decidi ir primeiro, mas virado para trás.


* A story told at the request of Luana

Nasrudin approached a few students who wanted to listen to his advice, and all followed him to the conference room where the Mulla would make his speech. The detail is that he rode on the donkey backwards. On the way, people opened their eyes wide open, thinking it was very strange. The students then decided to ask to Nasrudin:
- Mulla why you're sitting looking to the donkey's tail?
- Because it is the only way. If you go before me, would give your back to me
if I take the lead, it would be disrespectful to you. So I decided to go first, but looking back.