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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Botando pra correr

Nasrudin, certo dia, resolveu contar aos amigos suas aventuras no deserto:
- Quando estive lá, botei pra correr uma tribo inteira de beduínos
horrorosos e sanguinários.
- Como você conseguiu isso, Mulá, perguntou um dos amigos.
- Simples. Eu corri, e eles correram atras de mim.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

QUERO LEITE COM SAL

Nasrudin e um amigo decidiram dividir um copo de leite.

- Beba você primeiro, disse o amigo, porque tenho um pouquinho de açúcar que só dá para uma pessoa.

- Ponha-o agra, e beberei só minha metade, disse o Mullá.

- Mas o açúcar só dá pra adoçar metade do copo de leite, respondeu o amigo.

Nasrudin foi até o balcão e voltou com um pacote de sal.

- Problema resolvido. Serei o primeiro a beber, como você sugeriu, e vou tomar meu leite com sal.

POR QUE NASRUDIN NUNCA FEZ "HALWA"

Certa vez , na casa de chá, as pessoas falavam sobre receitas de "halwa", considerado por eles o mais saboroso doce árabe, e comentavam sobre as "halwas" deliciosas que já haviam provado.

Nasrudin permanecia calado até que lhe perguntaram:

- Quais foram suas experiências com "Halwa"? Devem ser memoráveis!
- Nunca tive nenhuma.

- Como é possível? Todos já comeram "Halwa". Você nunca fez "Halwa" em casa?

- Na minha casa nunca tem manteiga, farinha e açúcar ao mesmo tempo.

- Mas não existe casa que não tenha tido esses três ingredientes ao mesmo tempo, pelo menos em alguns momentos.

- Deve ter havido, mas nessas ocasiões eu nunca estava em casa. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CAIU ALGUMA COISA

A mulher de Nasrudin ouviu um estrondo no quarto e foi correndo até lá.

- Não precisa se preocupar, disse o Mullá. Foi apenas o meu manto que caiu no chão.

- E como pôde um manto fazer um barulho desses?

- É que na hora eu estava dentro dele.

IDÉIA FIXA

Perguntaram, um dia, a Nasrudin:

- Quantos anos você tem?

E ele respondeu:

- Quarenta.

- Mas você disse o mesmo da última vez que lhe perguntei!

-Posi é, eu sempre sustento o que digo.

A COMIDA DO MANTO

Certa vez, todos que vivam na mesma região de Nasrudin foram convidados para um banquete em uma aldeia próxima. Ao saber do convite, o Mullá foi até lá o mais rápido que pôde. Mas como estava com um manto esfarrapado, o mestre de cerimonias  o colocou e um lugar ruim, longe da grande mesa onde estavam os convidados mais importantes.

Logo, Nasrudin percebeu que demoraria mais de uma hora para ser servido. Então resolveu ir até sua casa e se vestiu com um manto e um turbante magníficos. Ao entrar novamente na festa, foi saudado com tambores de boas vindas pelos arautos do Emir, seu anfitrião, e o camareiro real o conduziu a um lugar ao lado do próprio Emir.

Imediatamente a comida foi servida.

Nasrudin então pegou a comida com a mãos e começou a esfregá-la no manto e no turbante.

- Vossa eminência, disse o Emir, seus costumes à mesa são inteiramente novos para mim. Estou curioso.

E Nasrudin respondeu:

- O manto e o turbante me fizeram chegar aqui e me trouxeram a comida. Você não acha que eles merecem as suas partes? 

sábado, 7 de agosto de 2010

Enquanto isso, em São Paulo...

...o primeiro assessor de Nasrudin se vira pra resolver a encrenca que ele arrumou no Facebook. Não sei se a idéia dele vai dar certo. Mas vamos tentar. O Mulá quer contar primeiro a história que ele lembra. Argumento: se ele lembra é porque é essa que está sendo mais desejada. Dá pra acreditar num raciocínio desses? E o que é pior: a história que ele lembra não está entre as que foram sugeridas pelo pessoal do Facebook. É mole?