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domingo, 27 de novembro de 2011

QUANTO VALE UM TURBANTE?

Certa vez, Nasrudin foi à Corte usando um magnífico turbante. A intenção do Mullá era despertar o desejo do rei e vender-lhe o turbante. E de acordo com sua expectativa, o rei perguntou:

- Nasrudin, quando você pagou por esta maravilha?
- Mil moedas de ouro, majestade.

O vizir percebeu a espeteza e cochichou ao rei: "ninguém, além de um idiota, pagaria tanto por um turbante". O rei, influenciado pelo comentário, disse a Nasrudin:

- Por que você pagou tanto? Nunca ouvi falar que alguém tivesse dado essa quantia por um turbante.
- Paguei essa fortuna porque sabia que em todo o mundo só um rei compraria esse tipo de coisa.

Sensibilizado pelo elogio, o rei decidiu comprar o turbante pelas mil moedas de ouro.
Pouco depois, ao se encontrar só com o vizir, Nasrudin lhe disse:

- Você pode conhecer o valor de um turbante, mas sou euq uem conhece as fraquezas dos reis.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A COMIDA DO MANTO

Certa vez, todos que vivam na mesma região de Nasrudin foram convidados para um banquete em uma aldeia próxima. Ao saber do convite, o Mullá foi até lá o mais rápido que pôde. Mas como estava com um manto esfarrapado, o mestre de cerimonias  o colocou e um lugar ruim, longe da grande mesa onde estavam os convidados mais importantes.

Logo, Nasrudin percebeu que demoraria mais de uma hora para ser servido. Então resolveu ir até sua casa e se vestiu com um manto e um turbante magníficos. Ao entrar novamente na festa, foi saudado com tambores de boas vindas pelos arautos do Emir, seu anfitrião, e o camareiro real o conduziu a um lugar ao lado do próprio Emir.

Imediatamente a comida foi servida.

Nasrudin então pegou a comida com a mãos e começou a esfregá-la no manto e no turbante.

- Vossa eminência, disse o Emir, seus costumes à mesa são inteiramente novos para mim. Estou curioso.

E Nasrudin respondeu:

- O manto e o turbante me fizeram chegar aqui e me trouxeram a comida. Você não acha que eles merecem as suas partes? 

domingo, 22 de agosto de 2010


Uma noite, quando estava dormindo, Nasrudin sonhou que estava num bar e um homem lhe oferecia nove piastras pelo seu turbante. "É muito pouco", respondeu o hoja, "quero dez." Nesse momento ele acordou. Vendo que não tinha nenhum dinheiro na mão, Nasrudin fechou os olhos depressa e disse: "Me dê logo as piastras. Eu faço por nove."

One night while he was sleeping, Nasrudin dreamed that he was in a bar and a man offered him nine piastres for his turban. "It's too little," replied the hoja, "I want ten." At that moment he woke up. Seeing that he had no cash on hand, Nasrudin quickly closed his eyes and said, "Give me the right piastres. I do it for nine."