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domingo, 18 de março de 2012

O QUE EU PRECISO

Nasrudin encontrou um amigo que estava indo para o centro da cidade e ele lhe perguntou:

- Precisa de alguma coisa, Mulla?
- Preciso sim.
- De que? perguntou o amigo.
- De um corte de cabelo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

QUÃO GRANDE É O MUNDO

Carta vez, um "gaiato" perguntou a Nasrudin:
- Quão grande é o mundo?
No mesmo instante, passou um cortejo fúnebre. Nasrudin pensou um pouco, e respondeu:
- Pergunte ao indivíduo que vai alí, dentro do caixão. Somente ele pode responder sua pergunta porque já mediu o mundo em todos os sentidos e agora está indo embora. 

domingo, 27 de novembro de 2011

QUANTO VALE UM TURBANTE?

Certa vez, Nasrudin foi à Corte usando um magnífico turbante. A intenção do Mullá era despertar o desejo do rei e vender-lhe o turbante. E de acordo com sua expectativa, o rei perguntou:

- Nasrudin, quando você pagou por esta maravilha?
- Mil moedas de ouro, majestade.

O vizir percebeu a espeteza e cochichou ao rei: "ninguém, além de um idiota, pagaria tanto por um turbante". O rei, influenciado pelo comentário, disse a Nasrudin:

- Por que você pagou tanto? Nunca ouvi falar que alguém tivesse dado essa quantia por um turbante.
- Paguei essa fortuna porque sabia que em todo o mundo só um rei compraria esse tipo de coisa.

Sensibilizado pelo elogio, o rei decidiu comprar o turbante pelas mil moedas de ouro.
Pouco depois, ao se encontrar só com o vizir, Nasrudin lhe disse:

- Você pode conhecer o valor de um turbante, mas sou euq uem conhece as fraquezas dos reis.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Botando pra correr

Nasrudin, certo dia, resolveu contar aos amigos suas aventuras no deserto:
- Quando estive lá, botei pra correr uma tribo inteira de beduínos
horrorosos e sanguinários.
- Como você conseguiu isso, Mulá, perguntou um dos amigos.
- Simples. Eu corri, e eles correram atras de mim.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

AO PÉ DA LETRA

Um guia turístico, que conduzia um grupo por um museu, parou diante de um sarcófago e disse:

- Esta peça tem cinco mil anos.

Nasrudin contestou:

- Na verdade, este sarcófago tem cinco mil e três anos.

O guia se aborreceu e o grupo ficou impresssonado com o conhecimento do Mullá. Na sala seguinte, o guia falou:

- Este vaso tem dois mil e quinhentos anos.

- Dois mil, quinhentos e três, corrigiu Nasrudin.

O guia se enfureceu:

- Escuta aqui, como você pode datar as coisas com tanta precisão? Não há jeito de alguém saber esse tipo de coisa.

- É simples. Estive aqui há três anos e naquela época você disse que o vaso tinha dois mil e quinhentos anos.  

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

IDÉIA FIXA

Perguntaram, um dia, a Nasrudin:

- Quantos anos você tem?

E ele respondeu:

- Quarenta.

- Mas você disse o mesmo da última vez que lhe perguntei!

-Posi é, eu sempre sustento o que digo.

A COMIDA DO MANTO

Certa vez, todos que vivam na mesma região de Nasrudin foram convidados para um banquete em uma aldeia próxima. Ao saber do convite, o Mullá foi até lá o mais rápido que pôde. Mas como estava com um manto esfarrapado, o mestre de cerimonias  o colocou e um lugar ruim, longe da grande mesa onde estavam os convidados mais importantes.

Logo, Nasrudin percebeu que demoraria mais de uma hora para ser servido. Então resolveu ir até sua casa e se vestiu com um manto e um turbante magníficos. Ao entrar novamente na festa, foi saudado com tambores de boas vindas pelos arautos do Emir, seu anfitrião, e o camareiro real o conduziu a um lugar ao lado do próprio Emir.

Imediatamente a comida foi servida.

Nasrudin então pegou a comida com a mãos e começou a esfregá-la no manto e no turbante.

- Vossa eminência, disse o Emir, seus costumes à mesa são inteiramente novos para mim. Estou curioso.

E Nasrudin respondeu:

- O manto e o turbante me fizeram chegar aqui e me trouxeram a comida. Você não acha que eles merecem as suas partes? 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MAIS ÚTIL

Certa vez, o Mullá entrou em uma casa de chá proclamando:
- A Lua é mais útil que o sol!
- Por que diz isso, Nasrudin? perguntaram os frequentadores do lugar.
- Porque precisamos mais de luz à noite do que durante o dia.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Qual seria a aparência de um pássaro?

História em três idiomas. Versões italiana e inglesa enviadas por Stefan Turk

PORTUGUÊS
Um dia, Nasrudin encontrou um gavião doente, deitado sobre a janela de sua casa. Ele nunca tinha visto um pássaro como aquele.
- "Pobre", pensou. "Como pôde ser sido reduzido a isto?"
E então cortou as garras do gavião, endireitou o bico e encurtou as penas.
- "Agora você tem aparência de um pássaro", disse Nasrudin.

ITALIANO

Un giorno Nasruddin incontrò un falco molto stanco posato sul davanzale della sua finestra. Mai aveva visto un uccello uguale.
-"Poverino" disse. "Com'è possibile che ti abbiamo ridotto in questo stato?"
Tagliò gli a...rtigli del falco, gli raddrizzò il becco e gli accorciò le piume.
- "Adesso sembri proprio un uccello," disse Nasruddin.

INGLÊS

One day Nasruddin met an exhausted hawk placed on the window of his home. He had never seen a bird-like that.
-"Poor," he said. "How could you have been reduced to this?"
He cut the claws of the hawk, straightened the beak and shortened feathers.
-"Now you look like a bird," Nasruddin said.